Dados do problema:
Esquema do problema:
Adotamos um sistema de referência cilíndrico (Figura 1-A) onde \( {\mathbf e}_r \), \( {\mathbf e}_z \) e \( {\mathbf e}_{\theta} \) são os vetores unitários das direções r, z e θ.
O vetor aceleração a do corpo aponta para o centro do helicoide na descendente. Este vetor pode ser decomposto em três componentes (Figura 1-B), na direção z a componente \( -{\mathbf a}_z \) apontando para baixo, na direção r a componente \( -{\mathbf a}_r \) apontando para o centro da curva e na direção θ a componente \( {\mathbf a}_{\theta} \) a tangente à curva.
Solução:
O vetor aceleração é dado por
O módulo da componente na direção r representa a aceleração centrípeta do corpo dada por
Desenrolando uma volta do helicoide, o passo k representa o cateto de um triângulo retângulo, a projeção do helicoide num plano é uma circunferência de raio R, que desenrolada tem um comprimento 2πR, formando outro cateto (Figura 2). Pelo Teorema de Pitágoras a hipotenusa será
que representa o comprimento de uma volta do helicoide.
Da Figura 2 temos as seguintes relações
A velocidade do corpo é tangente a trajetória helicoidal (Figura 3-A), decompondo a velocidade nas direções θ e z temos as componentes vθ e vz. O ângulo entre o vetor velocidade paralelo ao plano inclinado vt e a direção θ é α, o mesmo ângulo de inclinação do plano, estes ângulos são alternos internos (Figura 3-B).
A componente vθ é tangente à curva esta componente é usada para o cálculo da aceleração centrípeta dada pela equação (II)
substituindo v = vθ e r = R em (II)
usando o valor do cosseno obtido em (IV)
O módulo da velocidade tangencial vT é encontrado usando o Princípio da Conservação da Energia Mecânica. Desenroladas todas as n voltas do helicoide teremos um plano inclinado de altura n×k. A energia mecânica inicial (\( E_{m i} \)) no topo do plano, é igual à energia mecânica final (\( E_{m f} \)), na base do plano (Figura 4).
Adotando o Nível de Referência (N.R.) na base do plano inclinado e a aceleração da gravidade
como g. Temos que, no topo do plano só há energia potencial devido à altura, a energia cinética é
nula, v0 = 0, na base do plano só há energia cinética, a energia potencial é nula,
H = 0.
A Energia Potencial é dada por
A Energia Cinética é dada por
substituindo a equação (VI) em (V) a componente na direção r será
A aceleração da gravidade aponta verticalmente para baixo, a projeção da aceleração da gravidade na direção do plano inclinado será g sen α (Figura 5-A)
Na equação (I) os termos da aceleração nas direções z e θ representam o vetor aceleração tangente à trajetória at. Este vetor coincide com a componente da aceleração da gravidade na direção do plano inclinado (Figura 5-B)
Usando a equação para o seno obtido em (IV)
O vetor aceleração tangente à trajetória pode ser escrito em termos das componentes nas direções z e θ
e a equação (I) pode ser reescrita como
substituindo as equações (VII) e (VIII) na equação (IX)
colocando o temo \( \frac{gk}{\sqrt{k^2+4\pi^2R^2\;}} \) em evidência
e seu módulo será